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Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO

USP São Carlos usa impressora 3D para ajudar mulheres mastectomizadas O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), desenvol...

Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO
Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO (Foto: Reprodução)

USP São Carlos usa impressora 3D para ajudar mulheres mastectomizadas O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), desenvolveu um projeto que usa escaneamento 3D, inteligência artificial e impressão aditiva para produzir próteses mamárias para mulheres que passaram pela mastectomia (retirada dos seios no tratamento de câncer). O projeto "Protema" alia a alta precisão e o baixo custo para democratizar o acesso a soluções estéticas e funcionais, proporcionando conforto anatômico e aparência natural, fortalecendo a autoestima e reintegração social das mulheres mastectomizadas. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A aposentada Marciana Menezes Feitosa venceu todas as etapas do tratamento contra o câncer, mas precisou retirar um terço da mama direita. Ela descobriu o projeto do IFSC e foi uma das voluntárias. "As meninas me procuraram através da rede feminina, da Liga Feminina de Combate ao Câncer. E eu me joguei. A gente tem uma parceria nisso, então valeu muito a pena, me empolguei demais", disse. Marciana afirmou que após a suspeita do câncer de mama, ela fez uma biópsia que confirmou a doença. "Não chorei, não gritei, mas me lembro muito do gelo que eu senti nas pernas. Posso morrer, pode ter chegado a minha hora, mas eu vou lutar". Prótese personalizada Projeto da USP de São Carlos confecciona próteses mamárias com impressora 3D para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução O professor e coordenador do Protema, Odemir Martinez, explicou que o projeto foi motivado pela ausência de opções de próteses no mercado, principalmente que fossem personalizadas. "Ela une a inteligência artificial que vai ser utilizada no escaneamento das próteses e na forma de sair do escaneamento até a estrutura das próteses para que elas fiquem mais perfeitas e ligadas ao nosso laboratório de impressão 3D", explicou Odemir. Mais notícias da região: VÍDEO: estacionamento irregular para descarga em supermercado provoca acidentes CRIME: mãe é presa após abandonar bebê recém-nascida em lixeira de hospital JUSTIÇA: acusado de matar companheira na frente dos filhos é condenado a 60 anos de prisão As próteses produzidas no projeto mudaram conforme a pesquisa avançou. Uma das primeiras tinha material rígido e perfurações que marcavam na roupa, além de um fundo que, em contato com a pele recém-operada, poderia causar incômodo às mulheres. Os modelos atuais são diferentes. Eles possuem flexibilidade e não têm nada que encoste na área da cirurgia, o que garante mais conforto e segurança à mulher. A prótese é personalizada para cada paciente que, por cima da roupa, tem as medidas tiradas. As pesquisadoras tiram as fotos das pacientes e as informações são enviadas para um computador, que cria um modelo virtual que vai para a impressora 3D. Cada prótese criada é única. Projeto da USP de São Carlos confecciona próteses mamárias com impressora 3D para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução A estudante Manuela de Oliveira explicou que elas escaneiam a mama não operada e jogam as informações em um programa que faz as adaptações. "São várias etapas. É tirar as medidas, analisar como ficou, se ficou proporcional ou não, jogar nesse software e, aí sim, colocar ela para imprimir". O material usado é um polímero flexível, também utilizado em produtos como capas de celular. A prótese é uma alternativa enquanto a paciente espera por uma cirurgia para reconstrução da mama, o que pode demorar meses pela falta de cirurgiões plásticos ou pela condição da paciente. O mastologista João Gilberto Bortolotti Filho disse que há situações em que elas não podem passar pela reconstrução. "Com o número de casos aumentando, nós temos que ser rápidos no tratamento e os cirurgiões plásticos não conseguem acompanhar a velocidade em que a gente faz as cirurgias". Melhoria da autoestima Marciana está na fila para fazer a reconstrução mamária, não só pela autoestima, mas por causa da saúde. "Estou confiando que vai fazer uma diferença muito grande por várias questões, eu tenho hérnia de disco na C4 e na C5, já diagnosticada desde 2000. Numa coluna saudável não faria diferença, mas numa coluna com o meu histórico, faria". Desde outubro, o Protema atendeu gratuitamente 25 mulheres com próteses feitas em três impressoras 3D. A expectativa é que o projeto cresça em breve. Projeto da USP de São Carlos confecciona próteses mamárias com impressora 3D para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução "A curto prazo, nós pretendemos estender esse número de três impressoras para 30 e daí fazer um processo industrial e conseguir atender um maior número de pessoas. E, ao longo prazo, nós pretendemos estender isso para 150 impressoras e daí atender o Brasil todo", disse Odemir. Marciana descobriu o câncer em uma mamografia de rotina. Para ela, projetos como o Protema devolvem o amor próprio, mas o mais importante é a prevenção. "Eu procurei sempre ser preventiva nos cuidados com a minha mama. E acredito e vivi, tenho certeza, que [fez] uma diferença muito grande. Fez muita diferença eu ter descoberto a minha na prevenção. Não se descuidem, se cuidem porque viver é importante e quanto mais qualidade de vida a gente tiver, mais felizes nós seremos", afirmou Marciana. As mulheres interessadas em receber a prótese, inclusive de outras cidades, podem entrar em contato com o Instituto de Física da USP de São Carlos pelo telefone (16) 3373-9878. Marciana foi uma das voluntárias do projeto da USP, que confecciona próteses mamárias para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara